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Publicado em 11/08/2017 às 10:41:45

Partidos da oposição formam frente para barrar "distritão"

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Partidos da oposição formaram uma frente para lutar contra o "distritão", modelo que prevê que deputados federais, estaduais e vereadores passem a ser eleitos apenas de acordo com a quantidade de votos recebidos, no sistema majoritário.

PT, PC do B, PSOL, PR, PRB, PHS, PSD, PSB e PDT criticam o sistema, que sendo aprovado nos plenários da Câmara e do Senado passará a valer já a partir de 2018. Para eles, trata-se de uma manobra para assegurar a reeleição dos atuais deputados federais. As informações são da Folha de S. Paulo.

A proposta foi aprovada, no fim da noite de quarta-feira (9), na Comissão Especial da Câmara que analisa a reforma política, com um placar apertado de 17 a 15. No plenário, precisará dos votos de 308, dos 513 parlamentares da Casa. A cúpula do Congresso e os aliados de Temer defendem a proposta, que já foi rejeitada em 2015, quando era defendida pelo ex-deputado Eduardo Cunha.

"Eles vão ter muita dificuldade com o 'distritão', para recompor a base. Eu espero que tenha subido no telhado e não passe", disse o oposicionista Ivan Valente (PSOL-SP).

Ele exige uma condição para que o sistema seja aprovado: ser uma transição para o voto distrital misto - em que metade dos deputados são eleitos por distritos e a outra por lista de candidatos elaborada pelos partidos.

Com o "distritão", seria extinto o quociente eleitoral e os candidatos mais votados ocupariam as cadeiras. No modelo atual, denominado proporcional, a eleição depende do quociente eleitoral, um cálculo que leva em consideração os votos válidos no candidato e também no partido.

É a partir desse índice que são calculadas quantas vagas cada partido consegue preencher e, assim, as cadeiras disponíveis são ocupadas. As informações são da Agência Brasil.


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